Talvez seja este o caso…

Pode ser.

Literatura Goyaz

Fernando Monteiro_Rascunho Afinal

“Os poetas não precisarão participar dessa rodada de desencanto, pois eles já escrevem para um vazio que não é só o das grandes livrarias grosseiras, com sua girândolas de livros de ocasião com capas brilhantes como catarro em parede. Os poetas, como que abençoados por Deus ou pelo diabo, estão escrevendo para leitores tão escassos (há muitíssimo tempo), que se tornaram monges trapistas da literatura, escrevendo em monastérios transformados nos palácios da mente que os libertam de escrever para quem já não possui o código da Poesia, a tábua de decifração (e salvação) do verso que foi carne, no Princípio etc.
“Enfim, os poetas estão libertados pelo silêncio que os cerca – enquanto aqui se convocam, sim, principalmente os praticantes da ficção, nesta hora “vigésima quinta” por obra e graça, em parte, das editoras voltadas, nos últimos anos, quase exclusivamente para aquilo que passou a se entender como sucessos

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A defesa da fé e o amor: armas de São Bernardo contra as heresias de Abelardo

LEIA meu artigo-resenha sobre o livro "As heresias de Bedro Abelardo", trad. Carlos Nougué e Renato Romano, É Realizações, Col. Medievalia, coord. Sidney Silveira. Edição do livro do santo católico que viveu no século 12, na Alta Idade Média, representa, mais que uma mera publicação para especialistas e eruditos, um ato pedagógico. Adalberto de Queiroz … Continue lendo A defesa da fé e o amor: armas de São Bernardo contra as heresias de Abelardo

O que podemos aprender com o Rabi

Leia Martin Buber, porque “Para que o homem alcance esse grande feito [alcançar a sua ordem], ele precisa primeiro – partindo de todos os penduricalhos de sua vida – chegar ao seu EU (3), ele precisa se encontrar, não o eu evidente do indivíduo egocêntrico, mas o ‘eu’ profundo da pessoa que vive numa relação com o mundo.

Leveza e Esperança

UM RABI , MESMO QUANDO VIRTUAL é um bom conselheiro a quem podemos recorrer quando estamos diante de dilemas – eis o que representa para mim este livro de Martin Buber. Mesmo que virtualmente, um sábio pode ajudar. A leitura pode ajudar.  E precisamos entender o sentido correto de “ajuda” – palavra que tem um especial eco Buberiano. “Os anjos, dizem os chassídicos, nascem da ajuda realmente dada”(*).

E quando digo ‘virtual’, traduza, caro leitor, por “a virtualidade do livro“, – de onde emerge um sábio; “não presencial”, sim, mas presente – e este é um meio de recorrer a um sábio a quem costumo buscar em momentos de enfrentamento de um dilema. E eis que o livro se firma como “pura responsabilidade” – como dizia Martin Buber.

A voz dele – Martin Buber – aparece nesta manhã com uma “sabedoria tranquila”, uma voz que soa – como…

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Perdida! — um poema de Camilo Castelo-Branco

Camilo Castelo Branco, lido em todos os países lusófonos, mas ´cassado´ do CV de escolas do Brasil.

vicio da poesia

A vida faz-se muito de desencontros, momentos falhados, ou fugazes olhares de felicidade entrevista. Afinal, o sonho a escapar-se no bulício dos dias.
Uma dessas perdas conta-a Camilo Castelo-Branco (1825-1895) no poema Perdida! escrito em 1850. Nele encontramos a flor, metáfora da mulher e sua beleza, no registo caro aos poetas ultra-românticos que Camilo, nos seus inícios de escritor também foi.
Neste poema estamos nos antípodas das imagens de flores e sentimentalidade trabalhadas pela mesma época por Maria Browne (1797-1861), e que no artigo anterior mostrei.
Será contemporâneo destes poemas o encontro (com laivos de paixão?) ocorrido entre Camilo e Maria Browne que levou ao duelo do escritor com o filho desta, e que relatos da época referem com motivações obscuras, sendo esse relacionamento insinuado.
Registado o pormenor biográfico, passemos ao poema onde o poeta faz gala da sua fogosidade viril e do imparável desejo de descobrir que assalta…

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Roberto Campos, a “Nona Lei do Kafka” e a “Teoria Animista do Subdesenvolvimento”

Centenário de Roberto Campos muito bem lembrado por meu amigo Cláudio Ribeiro.

O Indivíduo

Cláudio Ribeiro

Na segunda-feira, 17 de abril, o diplomata, economista e espadachim da ironia Roberto de Oliveira Campos teria completado cem anos de vida. A ocasião me fez, a princípio, assistir ao debate (as línguas mais escarnecedoras diriam “atropelo”) que Campos travou em 1985 com o então senador Luís Carlos Prestes, na TVE, no Rio de Janeiro – Quem ainda não viu, veja! Está disponível aqui. Depois, procurei em minhas estantes o livrinho A Técnica e o Riso (Edições APEC, 1966), comprado em um sebo no ano passado, mas do qual ainda não havia lido sequer uma linha. Encontrei-o e comecei a leitura imediatamente.

Todo A Técnica e o Riso é sensacional. Porém, vou dar destaque aqui a dois textos nele contidos: “Uma Reformulação das Leis do Kafka” e “Teoria Animista do Subdesenvolvimento”, pois um completa o outro. Aliás, do primeiro, meu destaque é ainda mais específico: abordarei apenas…

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A gênese de um livro (drafts de poemas, 2017)

Da série "O Farsante". https://sway.com/3ro9t3guOAad6nOy

“As dimensões da viagem…” – sobre Destino Palavra (poesia)

Gabriel Santamaria, romancista e poeta com cinco livros publicados e inúmeros artigos em mídias sociais, apresenta sua visão crítica da leitura de meu livro "Destino Palavra". Fico muito feliz em compartilhar este artigo com os meus amigos do blog "Leveza & Esperança", expressando minha gratidão ao autor de "O Evangelho dos Loucos". *Clique sobre a imagem … Continue lendo “As dimensões da viagem…” – sobre Destino Palavra (poesia)