Do tempo restante


“Seguindo a sombra, o tempo envelhece depressa” (fragmento pré-socrático, atribuído a Crísias – legenda do livro “O Tempo Envelhece Depressa” – Nove Histórias de Antonio Tabucchi, Cosac-Naify, 2010.

Mukandas do Nelsinho

Sendo o futuro nada mais que uma hipótese diluída nas névoas do caminho ainda por percorrer, o que restará pela lógica da minha própria lógica para ser vivido, deveria ser sorvido e saboreado a cada nanossegundo, como se fosse derradeira a próxima sístole do meu coração. Mas isso não acontece e, dir-se-ia, acabo por levar muito a sério o meu outro lado disposto a continuar a brincar de imortal até que a morte finalmente me surpreenda.

“Agora que tenho tempo, descubro que tempo já não tenho”. Não sei de quem é a frase que a Nina escreveu num papelinho que pendurou no monitor, numa silenciosa advertência de que urge parar com o que faço para efetivamente dedicar-lhe, dedicar-nos o que resta do que resta.

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