Entendendo Edmond Husserl (2)


SEMPRE com respeito às fontes e fazendo deste blog um Caderno de anotações…

“Mind and body” – por David Woodruff – pp. 323-393

“Fenomenologia, a ciência da consciência, seria de toda a filosofia.

No entanto, quando olhamos de perto o que Husserl diz sobre a mente e o corpo, quando lemos Husserl com um olho para o problema mente-corpo, por si só, a sua metafísica parece muito diferente. Husserl formou uma ontologia intricada da mente e do corpo, coordenada com uma rica fenomenologia da nossa consciência do corpo e da mente, bem como uma epistemologia dos tipos de evidências que temos sobre o corpo e a mente. Proponho escavar e reconstruir essa ontologia da mente e do corpo de Husserl, juntamente com a fenomenologia de coordenadas.

O resultado é um monismo de substratos (indivíduos ou eventos) e um pluralismo de essências, bem como os sentidos, do corpo e da mente (que podem ser aplicadas aos mesmos indivíduos ou eventos). Este monismo de muitos aspectos (o termo não é de Husserl) é obscurecido pela superestrutura de Husserl – “idealismo transcendental“, que não se define bem no fundamento monista. Vamos retirar (em certo sentido, desconstruir) essa superestrutura, revelando e restaurando o monismo subjacente.”

Woodruff Smith, David. “Mind and body”, The Cambridge Companion to Husserl. Ed. Smith, Barry, and David Woodruff Smith. 1st ed. Cambridge: Cambridge University Press, 1995. pp. 323-393. Cambridge Companions Online. Web. 12 August 2014. http://dx.doi.org/10.1017/CCOL0521430232.008

THE MIND-BODY PROBLEM IN HUSSERL

Husserl is often read as an idealist, more like Kant than Berkeley, or else as a dualist, with epistemological motivations like those of Descartes. It would be only fitting for Husserl then to set aside the physical world and study pure consciousness. Phenomenology, the science of consciousness, would become the whole of philosophy.

However, when we look closely at what Husserl says about mind and body, when we read Husserl with an eye to the mind-body problem per se, his metaphysics looks very different. Husserl fashioned an intricate ontology of mind and body, coordinated with a rich phenomenology of our awareness of body and mind, as well as an epistemology of the kinds of evidence we have about body and mind. I propose to excavate and reconstruct Husserl’s ontology of mind and body, along with the coordinate phenomenology. The result is amonism of substrata (individuals or events) and a pluralism of essences, as well as senses, of body and mind (which may apply to the same individuals or events). This many-aspect monism (not Husserl’s term) is obscured by the superstructure of Husserl’s “transcendental idealism,” which does not set well on the monistic foundation. We shall remove (in a sense, deconstruct) that superstructure, revealing and restoring the underlying monism.

David Woodruff Smith. (1995). Mind and body. In: Barry Smith and David Woodruff Smith (eds.) The Cambridge Companion to Husserl. pp. 323-393. [Online]. Cambridge Companions to Philosophy. Cambridge: Cambridge University Press. Available from: Cambridge Companions Online <http://dx.doi.org/10.1017/CCOL0521430232.008> [Accessed 12 August 2014].

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