Emily Dickinson, 12/100


I died for beauty – but was scarce
Adjusted in the Tomb,
When one who died for Truth was lain
In an adjoining room –

He questioned softly “Why I failed”?
“For beauty,” I replied –
“And I for truth, – Themself are One;
We Brethren are,” he said –

And so, as Kinsmen, met a Night –
We talked between the rooms –
Until the Moss had reached our lips –
And covered up our names.
(449)

Morri pela Beleza, mas na tumba
Mal tinha me acomodado
Quando outro, que morreu pela Verdade,
Puseram na tumba ao lado.

Baixinho perguntou por que eu morrera.
Repliquei, “Pela Beleza” –
“E eu, pela Verdade” – ambas a mesma –
E, nós, irmãos com certeza.

Como parentes que pernoitam juntos,
De um quarto ao outro conversamos –
Até que o musgo alcançou nossos lábios
E encobriu os nossos nomes.

Tradução de Dona Aíla de Oliveira Gomes.+++Fonte:  Dickinson, Emily. “Uma Centena de Poemas”, Trad. Aíla de Oliveira Gomes, T.A.Queiroz Ed/Usp, 1985, pág. 76/77.
Mes chers, descobri uma novidade que devo ao meu amigo virtual Flamarion: Emily Dickinson, como muito outros grandes da literatura norte-americana (e mundial) tem boa parte (senão toda) cadastrada no Projeto Gutenberg.

Deste link, cheguei a outro tão precioso quanto ampliando a experiência da leitura para a da audição dos poemas, lidos por nativos do inglês que nos dão nuances das técnicas poéticas de Emily. Vale a pena visitar o LibriVox e conhecer este e outros poemas da série já publicada e d’outras.

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