Emily Dickinson, 3º. de uma centena


“Hope” is the thing with feathers –
That perches in the soul –
And sings the tune without the words –
And never stops – at all –
And sweetest – in the Gale – is heard –
And sore must be the storm –
That could abash the little Bird
That kept so many warm –

I´ve heard it in the chillest land –
And on the strangest Sea –
Yet, never, in Extremity.
It asked a crumb – of Me.

“Esp´rança”, cousa de penas,
Que nos vem pousar na alma
Canta canção sem palavras
E não pára, nem se acalma;

Soa doce, em vendaval,
E há de ser árdua a tormenta
Que perturbe essa avezita
Que tão cálido acalenta.

Já a ouvi em gélidas plagas
E nos mares mais sem fim;
Mas nunca, em horas extremas,
Exigiu-me um grão, de mim.

+++

Fonte: Dickinson, Emily. “Uma Centena de Poemas“,  ed.T.A.Queiroz/USP, SP, 1984. Tradução: Aila de Oliveira Gomes. Pág.54/55.

3 comentários em “Emily Dickinson, 3º. de uma centena

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  1. Amigo: acho uma beleza isso de vc nos trazer os poemas que te tocam e a nós também. Comecei minha navegação hoje contigo. E seja esse poema tão doce que me inicia o dia.Bom findi com os teus, à brisa leve que sopra no lugar onde tu moras. Ton amie, Si

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