Perdida! — um poema de Camilo Castelo-Branco

Camilo Castelo Branco, lido em todos os países lusófonos, mas ´cassado´ do CV de escolas do Brasil.

vicio da poesia

A vida faz-se muito de desencontros, momentos falhados, ou fugazes olhares de felicidade entrevista. Afinal, o sonho a escapar-se no bulício dos dias.
Uma dessas perdas conta-a Camilo Castelo-Branco (1825-1895) no poema Perdida! escrito em 1850. Nele encontramos a flor, metáfora da mulher e sua beleza, no registo caro aos poetas ultra-românticos que Camilo, nos seus inícios de escritor também foi.
Neste poema estamos nos antípodas das imagens de flores e sentimentalidade trabalhadas pela mesma época por Maria Browne (1797-1861), e que no artigo anterior mostrei.
Será contemporâneo destes poemas o encontro (com laivos de paixão?) ocorrido entre Camilo e Maria Browne que levou ao duelo do escritor com o filho desta, e que relatos da época referem com motivações obscuras, sendo esse relacionamento insinuado.
Registado o pormenor biográfico, passemos ao poema onde o poeta faz gala da sua fogosidade viril e do imparável desejo de descobrir que assalta…

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Roberto Campos, a “Nona Lei do Kafka” e a “Teoria Animista do Subdesenvolvimento”

Centenário de Roberto Campos muito bem lembrado por meu amigo Cláudio Ribeiro.

O Indivíduo

Cláudio Ribeiro

Na segunda-feira, 17 de abril, o diplomata, economista e espadachim da ironia Roberto de Oliveira Campos teria completado cem anos de vida. A ocasião me fez, a princípio, assistir ao debate (as línguas mais escarnecedoras diriam “atropelo”) que Campos travou em 1985 com o então senador Luís Carlos Prestes, na TVE, no Rio de Janeiro – Quem ainda não viu, veja! Está disponível aqui. Depois, procurei em minhas estantes o livrinho A Técnica e o Riso (Edições APEC, 1966), comprado em um sebo no ano passado, mas do qual ainda não havia lido sequer uma linha. Encontrei-o e comecei a leitura imediatamente.

Todo A Técnica e o Riso é sensacional. Porém, vou dar destaque aqui a dois textos nele contidos: “Uma Reformulação das Leis do Kafka” e “Teoria Animista do Subdesenvolvimento”, pois um completa o outro. Aliás, do primeiro, meu destaque é ainda mais específico: abordarei apenas…

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A gênese de um livro (drafts de poemas, 2017)

Da série "O Farsante". https://sway.com/3ro9t3guOAad6nOy

“As dimensões da viagem…” – sobre Destino Palavra (poesia)

Gabriel Santamaria, romancista e poeta com cinco livros publicados e inúmeros artigos em mídias sociais, apresenta sua visão crítica da leitura de meu livro "Destino Palavra". Fico muito feliz em compartilhar este artigo com os meus amigos do blog "Leveza & Esperança", expressando minha gratidão ao autor de "O Evangelho dos Loucos". *Clique sobre a imagem … Continue lendo “As dimensões da viagem…” – sobre Destino Palavra (poesia)

Presença e permanência de Georges Bernanos

Republicação em razão da recente e saudável onda de releitura de Bernanos – terminei recentemente Monsieur Ouine, “le grand roman”. O livro sobre o qual o próprio autor teria dito: “escrevo olhando para o futuro…serei compreendido daqui a vinte anos” (1943).

Leveza e Esperança

Um amigo virtual e francófono, Juan Asensio, crítico literário que mantém o blog Stalker, na seqüência de uma troca de mensagens (há algum tempo atrás), sobre o consagrado autor francês Georges Bernanos, me provocou a encontrar filiações bernanosianas no Brasil. Uma resposta difícil, confesso! Girei sobre o assunto e respondi sem nada dizer de exato sobre a questão… vejam como ficou.

Do tempo que passou no Brasil (1938-1945), em meio a uma vida sempre nômade, Georges Bernanos angariou muitas amizades e influenciou uma série de escritores, mas não acho que tenha criado discípulos na ficção; na vida, ao contrário, semeou muitas amizades e registrou várias polêmicas – sem , talvez, ter deixado inimigos públicos.

Bernanos à la moto...

Dos amigos que fez em seu exílio brasileiro, Bernanos recebeu a bela homenagem no livro “Bernanos no Brasil: Testemunhos Vividos”, editado pela editora Vozes, em 1968, artigos de verdadeiros admiradores de Bernanos, coligidos…

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Post ligeiros (3) – Georges Bernanos

Devo concluir em breve duas resenhas – esta prometida há tanto tempo. A segunda, sobre Monsieur Ouine, lido no original de 1946 (portanto, a edição revisada e livre dos erros da Ed. do romance – em francês, mas feita no Brasil, pela Ed. Atlântica, em 1943), repleta de erros tipográficos e falhas (ausências de páginas!) etc.

Leveza e Esperança

…Mas o coração do mundo sempre está batendo.

O escritor católico-francês Georges Bernanos. O escritor católico-francês Georges Bernanos.

A infância é esse coração. Não fosse o gentil escândalo da infância, a avareza e o ardil teriam, em um século ou dois, exaurido a terra.

Georges BERNANOS, em “Joana, Relapsa e Santa”, É Real.Editora, S.Paulo, 2013. Trad. por Pedro Sette-Câmara.

Segundo o release da É Real. Editora: “Em Joana, Relapsa e Santa, a exaltação de Joana d’Arc assume para Bernanos a figura de uma dupla meditação sobre a Igreja: Igreja de clérigos e Igreja de santos.

“No caso de Joana d’Arc, a Igreja pura e simplesmente condenou uma santa. Que Igreja? Bernanos aponta o dedo para a Igreja institucional, de que faz um retrato nada lisonjeiro. No entanto, não coloca a instituição de lado; ela, apesar de sofrível, é necessária. Porém, “o menor dos garotinhos de nossas catequeses sabe que a bênção de…

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Em Goiânia, diretor Marcos Fayad leva Kharms ao palco do SESC

Segundo o editor do Jornal Opção, sr. Euler De França Belém, "a adaptação feita pelo diretor brasileiro [Marcos Fayad] não é mera reprodução daquilo que escreveu o escritor russo e isto é um dos pontos fortes de sua peça ou de suas peças." "Uma peça adaptada torna-se uma peça de seu autor e do diretor … Continue lendo Em Goiânia, diretor Marcos Fayad leva Kharms ao palco do SESC