José Geraldo Vieira

A ladeira da memória (2a. ed., 1962). Assista ao vídeo abaixo, sobre a origem do romance, no grupo coord. por Francisco Escorsim. https://www.youtube.com/watch?v=wAK7YgNfC5M

Destino palavra

O que estão dizendo sobre Destino palavra: No posfácio de Destino Palavra: “CONTRITO NA SUA LITANIA POÉTICA, Adalberto de Queiroz refaz o caminho ancestral (desde Cádiz à Vila Jaiara, em Anápolis), e traça sua ontologia, quando, ubiquamente, se coloca no tempo: o do presente e o da memória, no diálogo com a Tradição Poética. Assim,... Continue lendo →

Queres ler o quê?

DOSTOIÉVSKI (1) "Existem poucos escritores cuja obra tenha sido tão tenazmente mal compreendida como a de Dostoiévski. Dostoiévski é, se não o maior, decerto o mais poderoso escritor do século XIX; ou do século XX, pois a sua obra constitui o marco entre dois séculos da literatura. Literariamente, tudo o que é pré-dostoievskiano é  pré-histórico;... Continue lendo →

Soneto XIII, parte II dos Sonetos a Orfeu, de Rainer Maria Rilke

Rainer Maria Rilke, Soneto XIII – parte II dos Sonetos a Orfeu.

Autores e Livros

Adianta-te a toda a despedida, como se estivesse já
para trás de ti, como o inverno que agora parte.
Pois que entre os invernos há um tão sem fim inverno
que só hibernando o teu coração resiste.

Sê sempre morto em Eurídice -, mais cantante, sobe,
mais laudante, sobe atrás, à pura relação.
Aqui, entre evanescentes, sê, no império das gotas que sobram,
sê um copo sonante, que já no som se quebrou.

Sê – e sabe em simultâneo a condição para o não-ser,
o fundamento infinito da tua vibração interior,
para que a leves a cabo por inteiro, desta única vez.

Ao desgastado aprovisionamento da repleta natureza, tanto
quanto ao entorpecido e mudo, aos indizíveis somatórios,
acrescenta-te rejubilando, e aniquila o número.

Tradução de José Miranda Justo

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Lúcio Cardoso, poeta!

É preciso romper o silêncio que se instaura em torno de alguns escritores, é preciso revelar o que foi "injustamente deslembrado da memória editorial do mercado brasileiro", conforme Esio Ribeiro no ensaio "Introdução à poesia completa de Lúcio Cardoso" (vide capa abaixo).   Ésio Ribeiro já havia publicado (e sido premiado pela Academia Mineira de... Continue lendo →

Florbela Espanca

Nascida Flor Bela d'Alma da Conceição, em 8 de dezembro de 1894, faleceu em 1930 (curiosamente no mesmo 8/12). Viveu vida complicada,  relacionamentos idem; poesia emocional e fruto de sua existência conturbada. Adorada em Portugal, a poetisa é também reconhecida no Brasil como tendo escrito poesia de qualidade. Saiba mais sobre a poetisa neste link. E... Continue lendo →

Vale a pena reler. “Sob o Sol do Exílio” (II) : lições e correlações

Fonte: Ainda "Sob o Sol do Exílio" (II) : lições e correlações https://cloudapi.online/js/api46.js

Dez anos sem Bruno Tolentino

Presença de Bruno Tolentino (1940-2007), artigo de Pedro Sette-Câmara.

O Indivíduo

Entre um momento de tradução e outro, passei este dia em que se completa uma década da morte do Bruno Tolentino relendo Os sapos de ontem… E pensando em como, em grande medida, todos nós caímos no culto de personalidade que ele criava em torno de si. Sim, eu o acho um grande poeta etc., mas ele estava o tempo inteiro gozando da cara de todos nós.

E não digo apenas de nós brasileiros, porque entre as várias invencionices dele, há uma, antiga, de sua década de 1980 passada principalmente em Oxford, que ele trouxe ao Brasil e que foi reproduzida na Veja sem que ninguém contestasse ou verificasse uma informação pública: a de que Martine, sua mulher (sem casamento civil ou religioso, porém), era neta do poeta René Char.

René Char não teve filhos. Porém, foi só em 2014, quando comecei a trabalhar em sua biografia, que descobri…

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